Distribuidor oficial DIRUIEquipamentos, reagentes, manutenção e suporte científico.

Conteúdo técnico

Urinálise automatizada DIRUI: quando vale a pena sair do processo manual?

outubro 21, 2026

Entenda como a automação da química urinária e da sedimentoscopia pode reduzir etapas operacionais, padronizar análises e melhorar a capacidade de processamento dos laboratórios clínicos.

Um laboratório que recebe 150 amostras de urina durante a manhã precisa avaliar quanto tempo sua equipe dedica à preparação, à leitura microscópica e à conferência dos resultados. Quando essas atividades começam a concentrar profissionais, formar filas e dificultar o cumprimento dos prazos, surge uma questão importante: Urinálise automatizada DIRUI: quando vale a pena sair do processo manual? A resposta depende do volume de exames, da distribuição das amostras ao longo do dia, da necessidade de padronização e dos recursos técnicos disponíveis. A automação pode representar uma mudança significativa na rotina, mas é necessário compreender quais etapas serão automatizadas e como essa tecnologia se relaciona com as necessidades do laboratório.

A urinálise é um dos exames mais frequentes na medicina laboratorial e envolve diferentes procedimentos para avaliação das características químicas, físicas e dos elementos presentes na urina. Embora os métodos manuais continuem sendo utilizados em diversas operações, o aumento da demanda e a necessidade de manter critérios consistentes de análise têm levado laboratórios a avaliar sistemas automatizados.

Nesse cenário, a linha DIRUI FUS, distribuída pela Bio Brasil Biotecnologia, oferece equipamentos híbridos que integram química urinária e sedimentoscopia com digitalização de imagens. Entre as soluções estão FUS-1000, FUS-2000 e FUS-3000 Plus, com diferentes capacidades de processamento e recursos de identificação dos elementos urinários.

Como funciona a urinálise manual e quais são suas limitações?

Na rotina convencional, a urinálise pode envolver procedimentos separados para avaliação química e análise do sedimento. A química urinária é realizada por meio de tiras reagentes, enquanto a sedimentoscopia tradicional depende de etapas como homogeneização, centrifugação, preparação da lâmina e observação microscópica.

A leitura microscópica exige conhecimento técnico para reconhecer e diferenciar os elementos encontrados na amostra, incluindo hemácias, leucócitos, células epiteliais, cilindros, cristais, bactérias e leveduras.

O método manual permite a avaliação direta desses elementos, mas seu desempenho operacional está relacionado ao tempo disponível, à experiência dos profissionais e à quantidade de amostras recebidas.

Em laboratórios com volume reduzido, esse processo pode ser compatível com a demanda. Entretanto, conforme a quantidade de exames aumenta, algumas limitações começam a aparecer.

A primeira está no tempo necessário para executar cada etapa. A preparação e a leitura microscópica exigem intervenção profissional, o que limita a quantidade de amostras que podem ser processadas simultaneamente.

Outro ponto é a variabilidade entre operadores. A identificação e a classificação dos elementos urinários dependem da interpretação microscópica, e diferenças de experiência ou de critérios de leitura podem produzir variações entre profissionais e turnos.

Há ainda a questão da concentração das amostras. Mesmo laboratórios com volume diário moderado podem enfrentar dificuldades quando grande parte dos exames chega durante poucas horas.

Nessas condições, a sedimentoscopia pode se tornar uma etapa limitante para a liberação dos resultados.

O que muda com a urinálise automatizada?

A principal mudança está na maneira como as amostras percorrem o processo analítico.

Nos sistemas híbridos DIRUI FUS, química urinária e sedimentoscopia são integradas em um único equipamento, com identificação das amostras e processamento automatizado.

Na química urinária, são utilizadas tiras reagentes para determinação dos parâmetros disponíveis conforme a configuração do equipamento. Na sedimentoscopia, a análise utiliza tecnologia de microimagem de fluxo baseada em citometria de fluxo, com digitalização das imagens e recursos de identificação e classificação dos elementos urinários.

Dessa forma, o laboratório passa a contar com um fluxo em que diferentes etapas da análise são executadas pelo equipamento, reduzindo a necessidade de preparação e leitura manual de todas as amostras.

A automação também permite trabalhar com critérios instrumentais padronizados para aquisição e classificação das imagens. Isso contribui para diminuir parte da variabilidade associada à execução exclusivamente manual.

Entretanto, automatizar a urinálise não significa eliminar a participação dos profissionais. A avaliação técnica continua necessária, especialmente para resultados sinalizados, achados que exigem confirmação e situações previstas nos procedimentos internos do laboratório.

O objetivo é direcionar o trabalho da equipe para as atividades que realmente exigem interpretação e decisão profissional, enquanto o equipamento executa as etapas analíticas para as quais foi desenvolvido.

Quando a urinálise manual começa a comprometer a produtividade?

Um dos indicadores mais importantes é a relação entre a quantidade de amostras recebidas e o tempo necessário para concluir a análise.

Imagine um laboratório que recebe 200 amostras durante o período da manhã. Mesmo que a equipe consiga realizar as análises dentro do expediente, é necessário verificar quanto tempo cada profissional permanece dedicado à sedimentoscopia e qual o impacto dessa atividade nas demais rotinas.

Se o processamento depende de várias etapas manuais, o aumento do volume pode exigir redistribuição de profissionais, ampliação da equipe ou alteração dos horários de trabalho.

Outro sinal aparece quando a química urinária é concluída, mas os resultados permanecem aguardando a leitura do sedimento.

Nesse caso, o problema não está necessariamente na capacidade de realizar o exame, mas na diferença de produtividade entre as etapas.

Também merece atenção a frequência de releituras, a necessidade de conferência entre profissionais e a dificuldade para manter tempos de liberação consistentes durante os períodos de maior movimento.

Essas situações não determinam automaticamente a necessidade de adquirir um equipamento. Elas indicam que vale a pena realizar um levantamento técnico da operação para comparar o desempenho do processo manual com uma alternativa automatizada.

FUS-1000: automatização para laboratórios com demanda compatível com até 60 testes por hora

O DIRUI FUS-1000 é o modelo mais compacto da linha de urinálise híbrida apresentada pela Bio Brasil.

O equipamento integra química urinária e sedimentoscopia com digitalização de imagens, oferecendo capacidade de processamento de até 60 testes por hora no modo combinado de química e sedimento.

Seu carregador comporta 50 amostras, enquanto o compartimento de tiras possui capacidade para 200 unidades.

Para o processamento híbrido, o volume de amostra especificado é de 3,0 mL, com aspiração de 2,0 mL.

Na química urinária, utiliza o princípio de colorimetria fotoelétrica e trabalha com tiras de 10 a 14 parâmetros. Também permite incorporar, opcionalmente, parâmetros físicos como gravidade específica, cor e turbidez.

Na sedimentoscopia, utiliza microimagem de fluxo por citometria de fluxo, com digitalização de imagens e identificação automatizada de elementos como leucócitos, hemácias, células epiteliais, cilindros, cristais, bactérias, leveduras e espermatozoides.

O FUS-1000 também possui identificação por código de barras, comunicação bidirecional com LIS/HIS e capacidade para armazenar mais de 100 mil resultados de amostras e controles, incluindo imagens.

Para um laboratório que pretende sair da sedimentoscopia exclusivamente manual, essas características permitem avaliar uma configuração automatizada sem necessariamente partir para o equipamento de maior capacidade da linha.

A decisão deve considerar principalmente a quantidade de amostras recebidas durante os horários de maior demanda e a compatibilidade desse volume com o processamento de até 60 testes por hora.

FUS-2000: ampliação da capacidade de processamento e carregamento

Quando a demanda exige maior capacidade, o DIRUI FUS-2000 apresenta diferenças importantes em relação ao FUS-1000.

O equipamento processa até 120 testes por hora no modo híbrido de química e sedimento. No processamento exclusivo de química, pode atingir até 240 testes por hora, conforme a configuração, enquanto a análise isolada de sedimento alcança até 120 testes por hora.

O carregamento pode ser realizado com 50 amostras ou, opcionalmente, com capacidade para até 270 amostras. O compartimento comporta 200 tiras.

Essa possibilidade de ampliar o carregamento merece atenção em laboratórios que recebem lotes maiores de amostras, pois permite reduzir a frequência de intervenções para abastecimento do sistema.

Na sedimentoscopia, o FUS-2000 utiliza citometria de fluxo, tecnologia digital de imagens e identificação por Inteligência Artificial.

O equipamento realiza a identificação automática de diferentes elementos urinários, permitindo a subclassificação das partículas em até 36 subtipos.

Na química urinária, trabalha com tiras de 10 a 14 parâmetros, utilizando reflectância, refratometria e fotometria. Os parâmetros físicos opcionais incluem gravidade específica, cor e turbidez.

Outro recurso importante é a função STAT, destinada ao processamento de amostras de emergência.

O sistema também conta com identificação por código de barras, Controle de Qualidade com Levey Jennings e armazenamento superior a 100 mil resultados de amostras e controles, incluindo imagens.

Para laboratórios que precisam ampliar a produtividade da urinálise, o FUS-2000 oferece uma configuração que combina maior velocidade, possibilidade de carregamento ampliado e recursos de análise automatizada do sedimento.

FUS-3000 Plus: maior detalhamento na identificação dos elementos urinários

O DIRUI FUS-3000 Plus também realiza química urinária e sedimentoscopia em um único sistema, com capacidade de até 120 testes por hora no modo híbrido.

Sua principal diferença está no detalhamento da análise do sedimento.

O equipamento trabalha com 25 parâmetros de elementos urinários, incluindo classificações específicas de eritrócitos, leucócitos, células epiteliais, cilindros, bactérias, leveduras e cristais.

Entre os elementos identificados estão eritrócitos normais, micrócitos, acantócitos, poiquilócitos e eritrócitos fantasmas, além de células epiteliais escamosas, renais tubulares e transicionais.

A sedimentoscopia utiliza tecnologia de microimagem de fluxo por citometria de fluxo, com digitalização de imagens em tempo real e recursos de Inteligência Artificial.

O sistema também utiliza captura de 2.000 frames de imagens com ampliação de 400 vezes durante o processo de identificação dos elementos urinários.

Na química, trabalha com tiras de 10 a 14 parâmetros e oferece quatro parâmetros físicos opcionais: gravidade específica, cor, turbidez e condutividade.

O carregamento pode ser configurado para 50 ou até 270 amostras, opcionalmente. O compartimento comporta 200 tiras, com estabilidade on board informada de três dias.

O equipamento também possui função STAT, comunicação bidirecional com LIS/HIS, leitores interno e externo de códigos de barras e capacidade para armazenar pelo menos 100 mil resultados.

Por essas características, o FUS-3000 Plus deve ser considerado quando a rotina exige não apenas capacidade de processamento, mas também maior detalhamento na classificação dos elementos encontrados na sedimentoscopia.

Como calcular se vale a pena substituir a urinálise manual?

Antes de avaliar o investimento em automação, o laboratório precisa conhecer o custo e o desempenho do processo atual.

Essa análise começa pela quantidade de exames realizados diariamente, mas deve incluir também a distribuição das amostras, o tempo dedicado à preparação e à leitura do sedimento, a quantidade de profissionais envolvidos e a frequência de repetições.

Um exemplo ajuda a entender.

Considere um laboratório que realiza 180 exames de urina por dia. Se uma parcela significativa dessas amostras exige preparação e leitura microscópica manual, o tempo total dedicado à sedimentoscopia pode representar várias horas de trabalho ao longo do expediente.

Para dimensionar esse esforço, o laboratório pode medir o tempo médio de processamento de uma amostra e multiplicá-lo pelo número de exames que seguem o fluxo manual. O cálculo deve considerar quais atividades podem ocorrer simultaneamente e quais dependem de intervenção direta do profissional.

A partir desse levantamento, torna-se possível comparar o processo atual com a capacidade de um equipamento automatizado.

Entretanto, a capacidade nominal do analisador não deve ser interpretada como garantia de que todas as amostras serão concluídas exatamente naquele ritmo. O desempenho efetivo depende da configuração utilizada, das condições operacionais, da necessidade de revisão de resultados e do fluxo estabelecido pelo laboratório.

Também é necessário considerar os custos de reagentes, consumíveis, manutenção, suporte técnico, treinamento e integração com o sistema laboratorial.

Uma avaliação adequada compara o custo total da operação e a capacidade de atendimento da demanda, e não somente o valor de aquisição ou locação do equipamento.

A automação pode reduzir a variabilidade da sedimentoscopia?

A análise manual do sedimento urinário envolve interpretação microscópica e, por isso, está sujeita a diferenças entre observadores.

Essas diferenças podem estar relacionadas à experiência profissional, à preparação da amostra, às condições de leitura e aos critérios utilizados na classificação dos elementos.

Na sedimentoscopia automatizada, o equipamento utiliza métodos instrumentais para aquisição e análise das imagens, permitindo maior uniformidade na execução dessas etapas.

Nos sistemas DIRUI FUS, a tecnologia de microimagem de fluxo associada à digitalização e à identificação automatizada contribui para estabelecer um processo analítico padronizado.

Isso não significa que todos os resultados serão dispensados de revisão.

A necessidade de confirmação microscópica deve seguir critérios técnicos definidos pelo laboratório, considerando as limitações do método, os resultados sinalizados pelo equipamento e os procedimentos de controle de qualidade.

A principal contribuição da automação está na possibilidade de executar grande parte da rotina por meio de um processo instrumental consistente, mantendo a intervenção profissional nas situações que exigem avaliação adicional.

Integração com LIS/HIS: por que esse recurso importa?

Ao substituir uma etapa manual por um sistema automatizado, o laboratório também precisa considerar o caminho percorrido pelas informações.

A identificação das amostras, o registro dos resultados e a comunicação com o sistema de gestão laboratorial fazem parte da operação.

O FUS-1000 e o FUS-3000 Plus possuem comunicação bidirecional com LIS/HIS, permitindo integrar informações ao fluxo de trabalho conforme a configuração do laboratório.

O FUS-2000 também dispõe de identificação por código de barras e interfaces de comunicação para integração operacional.

Esses recursos ajudam a reduzir etapas de transcrição manual, mas sua utilização depende da compatibilidade entre os sistemas e da configuração realizada durante a implantação.

Antes da escolha, é recomendável verificar os requisitos de comunicação, os formatos de dados aceitos e os procedimentos de validação necessários.

Como escolher entre FUS-1000, FUS-2000 e FUS-3000 Plus?

Os três equipamentos permitem integrar química urinária e sedimentoscopia, mas apresentam diferenças que precisam ser avaliadas conforme a rotina.

O FUS-1000 oferece processamento híbrido de até 60 testes por hora e carregamento para 50 amostras. Pode ser avaliado por laboratórios que procuram automatizar a urinálise em uma configuração de menor capacidade.

O FUS-2000 amplia o processamento híbrido para até 120 testes por hora, permite carregamento opcional de até 270 amostras e oferece subclassificação de partículas urinárias em até 36 subtipos.

O FUS-3000 Plus mantém a capacidade híbrida de até 120 testes por hora, mas apresenta 25 parâmetros de sedimento urinário e recursos de aquisição de imagens voltados a uma classificação mais detalhada dos elementos.

A comparação deve considerar o volume de exames, os horários de pico, os parâmetros necessários, a capacidade de carregamento e a necessidade de integração com a estrutura existente.

Também é importante verificar a perspectiva de crescimento do laboratório, para evitar que a capacidade instalada se torne insuficiente em um curto período.

Urinálise automatizada: uma decisão baseada na rotina do laboratório

Sair do processo manual pode ser uma mudança importante para laboratórios que enfrentam aumento de demanda, concentração de amostras, dificuldades de padronização ou excesso de etapas operacionais na sedimentoscopia.

A automação permite integrar química urinária e análise do sedimento, utilizar recursos de identificação automatizada e organizar o processamento de acordo com a capacidade do equipamento.

Entretanto, a escolha deve partir de uma avaliação técnica da operação.

Antes de definir o modelo, é necessário conhecer o volume de exames, identificar os pontos de maior consumo de tempo, verificar a infraestrutura disponível e estabelecer quais resultados o laboratório espera alcançar com a automação.

A linha DIRUI FUS oferece diferentes configurações para essa transição, desde o FUS-1000, com capacidade híbrida de até 60 testes por hora, até o FUS-2000 e o FUS-3000 Plus, com processamento híbrido de até 120 testes por hora e recursos específicos para análise do sedimento.

A Bio Brasil Biotecnologia atua na avaliação dessas necessidades, considerando o perfil da operação e as características técnicas dos equipamentos para orientar a definição da solução.

Seu laboratório ainda realiza sedimentoscopia manual?

Se o volume de exames aumentou, a equipe dedica muito tempo à leitura microscópica ou o processamento de urina começa a comprometer os prazos da rotina, pode ser o momento de avaliar a automação.

A equipe da Bio Brasil pode analisar sua demanda, infraestrutura e necessidades técnicas para apresentar as configurações disponíveis da linha DIRUI FUS.

Entre em contato com nossa equipe técnica.

📲 (11) 2577-6200 📧 atendimento@bbbio.com.br 💻 www.bbbio.com.br